Doenças Oculares

Tratamento do glaucoma: colírios, laser e cirurgia explicados

O glaucoma não tem cura, mas tem controle. Veja como funcionam colírios, laser e cirurgia e por que o diagnóstico precoce protege a sua visão.

Equipe médica do Hospital da Catarata 18 de abril de 2026 2 min de leitura

O glaucoma é uma doença que lesiona o nervo óptico, geralmente associada ao aumento da pressão dentro do olho (pressão intraocular). É uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo — e, na maior parte dos casos, não apresenta sintomas até estágios avançados.

A boa notícia é que o glaucoma tem controle. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível frear a doença e preservar a visão por toda a vida.

Por que o glaucoma é tão silencioso

No tipo mais comum, o glaucoma de ângulo aberto, a perda de visão começa pela periferia do campo visual e avança lentamente em direção ao centro. Como o cérebro "preenche" essas falhas, a pessoa não percebe o problema até que a perda seja significativa.

Por isso, o exame oftalmológico de rotina — que mede a pressão intraocular e avalia o nervo óptico — é a única forma de detectar a doença a tempo.

Os três pilares do tratamento

1. Colírios (tratamento clínico)

É a primeira linha de tratamento na maioria dos casos. Os colírios reduzem a pressão intraocular de duas formas: diminuindo a produção do líquido interno do olho (humor aquoso) ou facilitando a sua drenagem.

O uso precisa ser contínuo e no horário correto. A adesão ao tratamento é o fator que mais influencia o sucesso a longo prazo.

2. Laser

Procedimentos a laser, como a trabeculoplastia, ajudam a melhorar a drenagem do humor aquoso. Podem ser indicados como tratamento inicial, como complemento aos colírios ou quando há dificuldade de adesão à medicação. São rápidos e realizados em ambiente ambulatorial.

3. Cirurgia

Quando colírios e laser não controlam a pressão, a cirurgia cria uma nova via de drenagem para o líquido do olho. As técnicas incluem a trabeculectomia, os implantes de drenagem e as cirurgias minimamente invasivas (MIGS). O objetivo é sempre preservar a visão existente, e não recuperá-la.

Quem tem maior risco

  • Pessoas acima de 40 anos
  • Histórico familiar de glaucoma
  • Pressão intraocular elevada
  • Diabéticos e portadores de retinopatia diabética
  • Uso prolongado de corticoides
  • Miopia alta ou trauma ocular prévio

A importância do acompanhamento

O glaucoma é uma doença crônica: o tratamento mantém a pressão sob controle, mas exige acompanhamento regular para ajustar a medicação e monitorar o nervo óptico com exames como a OCT e o campo visual.

Se você tem fatores de risco ou está há mais de um ano sem consulta, agende uma avaliação. Detectar o glaucoma cedo é a diferença entre controlar a doença e perder a visão de forma definitiva.

Perguntas frequentes

Glaucoma tem cura?+

O glaucoma não tem cura, mas tem controle eficaz. O tratamento reduz a pressão intraocular e impede que a doença avance. A visão já perdida não é recuperada, por isso o diagnóstico precoce é tão importante.

O colírio para glaucoma precisa ser usado para sempre?+

Na maioria dos casos, sim. O glaucoma é uma doença crônica, e o uso contínuo do colírio mantém a pressão controlada. Interromper por conta própria pode levar à progressão silenciosa e irreversível da doença.

A cirurgia de glaucoma melhora a visão?+

Não. A cirurgia tem o objetivo de baixar a pressão intraocular e preservar a visão que ainda existe, não de melhorá-la. Por isso o tratamento precoce, antes de grandes perdas, é fundamental.

Quem tem glaucoma pode fazer cirurgia de catarata?+

Sim, e em muitos casos as duas condições são tratadas em conjunto. A avaliação individual define a melhor estratégia para cada paciente.

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Conteúdo revisado pela equipe médica do Hospital da Catarata. Última atualização em 21 de maio de 2026.

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