Doenças Oculares

Conjuntivite: tipos, quanto tempo dura, tratamento e como não passar

Conjuntivite viral, bacteriana ou alérgica? Veja como diferenciar, quanto tempo dura, o tratamento certo para cada tipo e como evitar o contágio em casa.

Equipe médica do Hospital da Catarata 14 de julho de 2026 3 min de leitura

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que reveste o branco do olho e a parte interna das pálpebras. É a causa mais famosa de olho vermelho — e uma das mais democráticas: atinge crianças, adultos e idosos, em surtos que lotam consultórios principalmente nas viradas de estação.

O ponto que mais confunde: existem três tipos com tratamentos diferentes. Usar o colírio errado não só atrasa a cura como pode piorar o quadro. Veja como diferenciá-los.

Conjuntivite viral: a mais comum e contagiosa

Causada principalmente por adenovírus, é a campeã dos surtos. Costuma começar em um olho e alcançar o outro em poucos dias.

Como reconhecer:

  • Olho vermelho com secreção clara e aquosa
  • Lacrimejamento e sensação de areia
  • Pálpebras inchadas ao acordar
  • Às vezes acompanha resfriado ou dor de garganta
  • Gânglio dolorido na frente da orelha em alguns casos

Tratamento: não existe colírio que "mate" o vírus — o corpo resolve em 7 a 15 dias. O papel do tratamento é aliviar: compressas frias, lágrimas artificiais e higiene rigorosa. O oftalmologista acompanha os casos mais intensos, porque uma minoria evolui com pequenas opacidades na córnea que embaçam a visão.

Conjuntivite bacteriana: a da secreção amarela

Provocada por bactérias, é mais comum em crianças.

Como reconhecer:

  • Secreção amarelada ou esverdeada, espessa
  • Cílios grudados ao acordar
  • Vermelhidão e desconforto, em um ou nos dois olhos

Tratamento: colírio antibiótico prescrito pelo médico, com melhora em 3 a 7 dias. Não interrompa antes do tempo indicado, mesmo com o olho aparentemente bom.

Conjuntivite alérgica: a que coça

Não é infecção — é reação a poeira, ácaros, pólen, mofo ou pelos de animais. Não é contagiosa e quase sempre afeta os dois olhos ao mesmo tempo.

Como reconhecer:

  • Coceira intensa (o sintoma-chave)
  • Olhos vermelhos e lacrimejando
  • Inchaço das pálpebras
  • Histórico de rinite, asma ou dermatite atópica

Tratamento: afastar o gatilho, compressas frias e colírios antialérgicos indicados pelo oftalmologista. Coçar piora — a fricção libera mais histamina. O tema completo está em alergia nos olhos.

Como não passar conjuntivite (nem pegar de novo)

A viral se espalha com facilidade impressionante — pelas mãos, toalhas, fronhas, maçanetas e celulares. Durante o quadro:

  • Lave as mãos com frequência e evite tocar os olhos
  • Separe toalha, fronha e travesseiro — troque-os diariamente
  • Não compartilhe maquiagem, óculos ou colírios
  • Suspenda lentes de contato até a alta
  • Evite piscina, praia e aglomerações no período de contágio
  • Limpe a secreção com gaze ou algodão descartável, sempre do canto interno para fora

Crianças devem ficar fora da escola enquanto houver secreção e vermelhidão importantes — em geral, até liberarem no retorno médico.

O que não fazer

  • Colírio de corticoide por conta própria: pode agravar infecções e elevar a pressão ocular
  • Colírios "clareadores": mascaram a vermelhidão e causam efeito rebote
  • Água boricada e receitas caseiras: risco de contaminação e irritação
  • Esfregar os olhos: espalha a infecção e machuca a córnea

Quando procurar o oftalmologista

Na dúvida sobre o tipo, o exame na lâmpada de fenda define o diagnóstico em minutos e evita semanas de tratamento errado. Procure avaliação rápida se houver:

  • Dor ocular forte ou sensibilidade importante à luz
  • Visão embaçada que não clareia ao piscar
  • Secreção intensa e piora progressiva
  • Quadro que passa de 7 a 10 dias sem melhorar
  • Bebês e recém-nascidos com olhos vermelhos ou secreção (sempre)

Conjuntivite de repetição também merece investigação — às vezes o problema de base é olho seco, blefarite ou alergia não tratada. O Hospital da Catarata atende na Lapa (Zona Oeste) e na Chácara Santo Antônio (Zona Sul). Agende uma avaliação.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a conjuntivite?+

A viral costuma durar de 7 a 15 dias e melhora sozinha. A bacteriana, tratada com o colírio correto, melhora em 3 a 7 dias. A alérgica dura enquanto houver contato com o gatilho (poeira, pólen, pelos) e responde rápido ao tratamento antialérgico.

Como saber se a conjuntivite é viral ou bacteriana?+

A viral costuma causar secreção clara e aquosa, lacrimejamento e frequentemente começa em um olho e passa para o outro; pode vir junto com resfriado. A bacteriana produz secreção amarelada ou esverdeada, espessa, que gruda os cílios ao acordar. Quem confirma o tipo é o exame oftalmológico.

Conjuntivite passa de uma pessoa para outra?+

A viral e a bacteriana sim — e a viral é altamente contagiosa, principalmente pelo contato das mãos com secreções e por objetos compartilhados (toalhas, fronhas, maquiagem). A alérgica não é contagiosa.

O que é bom para curar conjuntivite?+

Depende do tipo: a viral pede apenas alívio (compressas frias, lágrimas artificiais e higiene); a bacteriana exige colírio antibiótico prescrito; a alérgica melhora com antialérgicos e afastamento do gatilho. Nunca use colírio de corticoide por conta própria — em alguns casos ele agrava a infecção.

Quando a conjuntivite é preocupante?+

Procure o oftalmologista se houver dor forte, sensibilidade importante à luz, visão embaçada, vermelhidão intensa que piora, secreção abundante ou se o quadro não melhorar em uma semana. Bebês com suspeita de conjuntivite devem ser avaliados sempre.

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Conteúdo revisado pela equipe médica do Hospital da Catarata. Última atualização em 14 de julho de 2026.

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