Doenças Oculares

Conjuntivite: tipos, quanto tempo dura, tratamento e como não passar

Conjuntivite viral, bacteriana ou alérgica? Veja como diferenciar, quanto tempo dura, o tratamento certo para cada tipo e como evitar o contágio em casa.

Equipe médica do Hospital da Catarata 14 de julho de 2026 4 min de leitura

O branco do olho e a parte de dentro das pálpebras são cobertos por uma película transparente chamada conjuntiva. Quando essa película inflama, é o que a gente chama de conjuntivite.

É a causa mais conhecida de olho vermelho. E uma das mais democráticas: pega criança, adulto e idoso, em surtos que lotam consultório principalmente na virada das estações.

O ponto que mais confunde: existem três tipos, e cada um tem um tratamento diferente. Usar o colírio errado não só atrasa a cura como pode piorar o quadro. Veja como diferenciar cada um.

Conjuntivite viral: a mais comum e a que mais pega

É causada principalmente por um vírus chamado adenovírus. É a campeã dos surtos. Costuma começar em um olho e chegar ao outro em poucos dias.

Como reconhecer:

  • Olho vermelho com secreção clara e aguada
  • Lacrimejamento e sensação de areia no olho
  • Pálpebras inchadas ao acordar
  • Às vezes vem junto com resfriado ou dor de garganta
  • Em alguns casos, um caroço dolorido na frente da orelha (é um gânglio inchado)

Tratamento: não existe colírio que mate o vírus. O corpo resolve sozinho em 7 a 15 dias. O papel do tratamento é aliviar: compressas frias, lágrimas artificiais e higiene rigorosa.

O oftalmologista acompanha os casos mais fortes. Isso porque uma minoria deixa pequenas manchas na parte transparente da frente do olho (a córnea), e essas manchas embaçam a visão.

Conjuntivite bacteriana: a da secreção amarela

É causada por bactérias. É mais comum em crianças.

Como reconhecer:

  • Secreção amarelada ou esverdeada, grossa
  • Cílios grudados ao acordar
  • Vermelhidão e desconforto, em um ou nos dois olhos

Tratamento: colírio com antibiótico, receitado pelo médico. A melhora vem em 3 a 7 dias. Não pare o colírio antes do tempo indicado, mesmo que o olho já pareça bom.

Conjuntivite alérgica: a que coça

Não é infecção. É uma reação a poeira, ácaros, pólen, mofo ou pelo de animal. Não passa de uma pessoa para outra e quase sempre pega os dois olhos ao mesmo tempo.

Como reconhecer:

  • Coceira forte (é o sinal principal)
  • Olhos vermelhos e lacrimejando
  • Pálpebras inchadas
  • Histórico de rinite, asma ou alergia de pele

Tratamento: afastar o que causou a alergia, compressas frias e colírios antialérgicos indicados pelo oftalmologista.

Coçar piora. O atrito faz o corpo soltar mais histamina, que é a substância responsável pela coceira. O tema completo está em alergia nos olhos.

Como não passar conjuntivite (nem pegar de novo)

A viral se espalha com uma facilidade impressionante: pelas mãos, toalhas, fronhas, maçanetas e celulares. Enquanto durar o quadro:

  • Lave as mãos com frequência e evite tocar os olhos
  • Separe toalha, fronha e travesseiro só para você, e troque todo dia
  • Não divida maquiagem, óculos ou colírios com ninguém
  • Não use lente de contato até o médico liberar
  • Evite piscina, praia e lugares cheios enquanto estiver pegando
  • Limpe a secreção com gaze ou algodão descartável, sempre do canto de dentro para fora

Crianças devem ficar fora da escola enquanto houver secreção e vermelhidão fortes. Em geral, até o médico liberar no retorno.

O que não fazer

  • Colírio de corticoide por conta própria: pode piorar infecções e aumentar a pressão ocular
  • Colírios "clareadores": eles só escondem a vermelhidão. Quando o efeito passa, o olho fica ainda mais vermelho
  • Água boricada e receitas caseiras: risco de contaminar e irritar mais
  • Esfregar os olhos: espalha a infecção e machuca a córnea

Quando procurar o oftalmologista

Na dúvida sobre o tipo, o exame define o diagnóstico em minutos e evita semanas de tratamento errado. O médico usa um microscópio próprio para o olho, chamado lâmpada de fenda.

Procure avaliação rápida se houver:

  • Dor forte no olho ou muita sensibilidade à luz
  • Visão embaçada que não clareia ao piscar
  • Secreção intensa e piora contínua
  • Quadro que passa de 7 a 10 dias sem melhorar
  • Bebês e recém-nascidos com olhos vermelhos ou secreção (sempre)

Conjuntivite que volta sempre também merece investigação. Às vezes o problema por trás é olho seco, inflamação na borda das pálpebras (blefarite) ou alergia não tratada. O Hospital da Catarata atende na Lapa (Zona Oeste) e na Chácara Santo Antônio (Zona Sul). Agende uma avaliação.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a conjuntivite?+

A viral costuma durar de 7 a 15 dias e melhora sozinha. A bacteriana, tratada com o colírio correto, melhora em 3 a 7 dias. A alérgica dura enquanto houver contato com o gatilho (poeira, pólen, pelos) e responde rápido ao tratamento antialérgico.

Como saber se a conjuntivite é viral ou bacteriana?+

A viral costuma causar secreção clara e aquosa, lacrimejamento e frequentemente começa em um olho e passa para o outro; pode vir junto com resfriado. A bacteriana produz secreção amarelada ou esverdeada, espessa, que gruda os cílios ao acordar. Quem confirma o tipo é o exame oftalmológico.

Conjuntivite passa de uma pessoa para outra?+

A viral e a bacteriana sim — e a viral é altamente contagiosa, principalmente pelo contato das mãos com secreções e por objetos compartilhados (toalhas, fronhas, maquiagem). A alérgica não é contagiosa.

O que é bom para curar conjuntivite?+

Depende do tipo: a viral pede apenas alívio (compressas frias, lágrimas artificiais e higiene); a bacteriana exige colírio antibiótico prescrito; a alérgica melhora com antialérgicos e afastamento do gatilho. Nunca use colírio de corticoide por conta própria — em alguns casos ele agrava a infecção.

Quando a conjuntivite é preocupante?+

Procure o oftalmologista se houver dor forte, sensibilidade importante à luz, visão embaçada, vermelhidão intensa que piora, secreção abundante ou se o quadro não melhorar em uma semana. Bebês com suspeita de conjuntivite devem ser avaliados sempre.

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Conteúdo revisado pela equipe médica do Hospital da Catarata. Última atualização em 01 de agosto de 2026.

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