Doenças Oculares

Retinopatia diabética: sintomas, estágios e tratamento

A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos. Saiba reconhecer os sintomas, conhecer os estágios e quais tratamentos preservam a visão.

Equipe médica do Hospital da Catarata 25 de abril de 2026 2 min de leitura

A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina — a camada do fundo do olho responsável por captar as imagens. É a principal causa de cegueira em adultos em idade produtiva e, justamente por ser silenciosa no início, exige atenção redobrada de quem tem diabetes.

Como o diabetes afeta os olhos

O excesso de açúcar no sangue, ao longo do tempo, danifica os pequenos vasos da retina. Eles podem vazar líquido e sangue, fechar e impedir a circulação, ou estimular o crescimento de vasos anormais e frágeis. Tudo isso compromete a nutrição da retina e a qualidade da visão.

Os estágios da retinopatia diabética

Retinopatia não proliferativa (inicial)

Os vasos começam a apresentar microaneurismas e pequenos vazamentos. Costuma ser assintomática e só é detectada no exame de fundo de olho.

Edema macular

O acúmulo de líquido na mácula (centro da retina) provoca embaçamento e distorção da visão central. Pode ocorrer em qualquer estágio e é uma das principais causas de baixa de visão no diabético.

Retinopatia proliferativa (avançada)

O organismo, na tentativa de compensar a falta de circulação, cria vasos novos e frágeis. Eles sangram com facilidade, podendo causar hemorragias dentro do olho e descolamento de retina — situações que ameaçam gravemente a visão.

Sintomas de alerta

  • Manchas ou "moscas volantes" no campo de visão
  • Visão embaçada ou que varia ao longo do dia
  • Áreas escuras ou vazias na visão
  • Dificuldade para enxergar cores
  • Perda súbita de visão (emergência)

Como esses sintomas costumam aparecer tardiamente, não espere senti-los para procurar avaliação.

Tratamentos disponíveis

Injeção intravítrea

Medicamentos antiangiogênicos (anti-VEGF) ou corticoides são aplicados dentro do olho para reduzir o edema e conter os vasos anormais. É hoje um dos tratamentos mais importantes para o edema macular diabético. Entenda como funciona a injeção intravítrea.

Laser (fotocoagulação)

O laser sela vasos com vazamento e reduz o estímulo ao crescimento de novos vasos, estabilizando a retina.

Cirurgia (vitrectomia)

Indicada nos casos avançados, com hemorragia importante ou descolamento de retina, para remover o sangue e tracionar a retina de volta à posição.

Prevenção é o melhor tratamento

O controle da retinopatia diabética começa fora do consultório oftalmológico:

  • Mantenha a glicemia, a pressão arterial e o colesterol sob controle.
  • Não falte às consultas e exames de fundo de olho.
  • Não fume.

O rastreamento anual com mapeamento de retina e OCT permite identificar a doença antes dos sintomas. Se você tem diabetes e está há mais de um ano sem avaliar a retina, agende uma consulta — preservar a visão depende de agir cedo.

Perguntas frequentes

Todo diabético desenvolve retinopatia?+

Não necessariamente, mas o risco aumenta com o tempo de diabetes e com o mau controle da glicemia. Após 20 anos de doença, a maioria das pessoas com diabetes apresenta algum grau de retinopatia. O controle rigoroso da glicose e o acompanhamento oftalmológico reduzem muito esse risco.

A retinopatia diabética tem cura?+

A retinopatia não tem cura, mas tem controle. Tratamentos como injeções intravítreas, laser e cirurgia conseguem estabilizar a doença e preservar a visão, especialmente quando iniciados precocemente.

Com que frequência o diabético deve examinar os olhos?+

Recomenda-se exame de fundo de olho pelo menos uma vez por ano, ou com a frequência indicada pelo oftalmologista. Gestantes diabéticas e pacientes com alterações já detectadas podem precisar de acompanhamento mais frequente.

A retinopatia diabética dá sintomas no início?+

Geralmente não. Nos estágios iniciais a doença é assintomática, por isso o rastreamento regular é essencial. Quando surgem sintomas como manchas e visão embaçada, a doença já costuma estar avançada.

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Conteúdo revisado pela equipe médica do Hospital da Catarata. Última atualização em 22 de maio de 2026.

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