Tratamentos

Injeção intravítrea: para que serve e como é feita

A injeção intravítrea trata doenças da retina como DMRI e edema macular diabético. Entenda como funciona, se dói e o que esperar do tratamento.

Equipe médica do Hospital da Catarata 05 de maio de 2026 2 min de leitura

A injeção intravítrea é um dos avanços mais importantes da oftalmologia moderna. Ela permite levar o medicamento diretamente para dentro do olho, no humor vítreo, tratando doenças da retina que antes tinham poucas opções e frequentemente evoluíam para a perda de visão.

Para que serve a injeção intravítrea

O tratamento é indicado principalmente para doenças que afetam a mácula e a retina, como:

  • Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) úmida — uma das principais causas de perda da visão central após os 60 anos.
  • Edema macular diabético — acúmulo de líquido na mácula causado pela retinopatia diabética.
  • Oclusões vasculares da retina — "tromboses" que provocam edema e queda de visão.
  • Outras condições com inflamação ou vasos anormais na retina.

Como funciona o medicamento

Os medicamentos mais usados são os anti-VEGF, que bloqueiam uma proteína responsável pelo crescimento de vasos anormais e pelo vazamento de líquido na retina. Em alguns casos, utilizam-se corticoides de liberação prolongada. O resultado é a redução do edema, a estabilização (e muitas vezes a melhora) da visão e o controle da progressão da doença.

Como é feita a aplicação

O procedimento é rápido, ambulatorial e segue etapas bem definidas:

  1. Anestesia local com colírio anestésico.
  2. Antissepsia rigorosa da superfície do olho com solução de iodopovidona.
  3. Aplicação do medicamento com uma agulha muito fina, em uma região específica da parte branca do olho. Dura poucos segundos.
  4. Orientações finais e liberação para casa.

Tudo é feito sob condições estéreis para minimizar o risco de infecção.

Depois da aplicação

É comum sentir, por algumas horas:

  • Sensação de areia ou leve ardência
  • Lacrimejamento
  • Pequena mancha vermelha no local (hemorragia subconjuntival), que desaparece sozinha
  • Visão um pouco embaçada

Evite esfregar o olho. Sinais como dor intensa, piora importante da visão ou vermelhidão crescente nos dias seguintes devem ser comunicados imediatamente, pois exigem avaliação.

Por que o acompanhamento é essencial

A maioria das doenças tratadas com injeção intravítrea é crônica. Isso significa que o tratamento costuma envolver várias aplicações ao longo do tempo, com exames de OCT para medir o edema e guiar as decisões. Manter o calendário de aplicações e retornos é o que garante a preservação da visão.

Se você tem indicação de injeção intravítrea ou foi diagnosticado com uma doença da retina, converse com a equipe para entender o plano de tratamento e tirar todas as suas dúvidas.

Perguntas frequentes

A injeção intravítrea dói?+

O procedimento é feito com anestesia local em colírio, e a maioria dos pacientes relata pouco ou nenhum desconforto. Pode haver uma leve sensação de pressão no momento da aplicação e ardência discreta nas horas seguintes.

Quantas injeções intravítreas serão necessárias?+

Depende da doença e da resposta de cada paciente. Muitos tratamentos começam com uma série de aplicações mensais, seguida de doses de manutenção espaçadas conforme a evolução. O oftalmologista define e ajusta o esquema a cada retorno.

É perigoso tomar injeção no olho?+

É um procedimento seguro quando feito em ambiente adequado e com técnica estéril. Complicações graves, como infecção, são raras. Os benefícios de preservar a visão superam amplamente os riscos na maioria dos casos.

Posso voltar às atividades no mesmo dia?+

Em geral, sim, com algumas orientações. A visão pode ficar um pouco embaçada por algumas horas e o olho pode lacrimejar. Evite esfregar o olho e siga as recomendações da equipe.

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Conteúdo revisado pela equipe médica do Hospital da Catarata. Última atualização em 24 de maio de 2026.

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