Injeção intravítrea: para que serve e como é feita
A injeção intravítrea trata doenças da retina como DMRI e edema macular diabético. Entenda como funciona, se dói e o que esperar do tratamento.
A injeção intravítrea é um dos avanços mais importantes da oftalmologia moderna. Ela permite levar o medicamento diretamente para dentro do olho, no humor vítreo, tratando doenças da retina que antes tinham poucas opções e frequentemente evoluíam para a perda de visão.
Para que serve a injeção intravítrea
O tratamento é indicado principalmente para doenças que afetam a mácula e a retina, como:
- Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) úmida — uma das principais causas de perda da visão central após os 60 anos.
- Edema macular diabético — acúmulo de líquido na mácula causado pela retinopatia diabética.
- Oclusões vasculares da retina — "tromboses" que provocam edema e queda de visão.
- Outras condições com inflamação ou vasos anormais na retina.
Como funciona o medicamento
Os medicamentos mais usados são os anti-VEGF, que bloqueiam uma proteína responsável pelo crescimento de vasos anormais e pelo vazamento de líquido na retina. Em alguns casos, utilizam-se corticoides de liberação prolongada. O resultado é a redução do edema, a estabilização (e muitas vezes a melhora) da visão e o controle da progressão da doença.
Como é feita a aplicação
O procedimento é rápido, ambulatorial e segue etapas bem definidas:
- Anestesia local com colírio anestésico.
- Antissepsia rigorosa da superfície do olho com solução de iodopovidona.
- Aplicação do medicamento com uma agulha muito fina, em uma região específica da parte branca do olho. Dura poucos segundos.
- Orientações finais e liberação para casa.
Tudo é feito sob condições estéreis para minimizar o risco de infecção.
Depois da aplicação
É comum sentir, por algumas horas:
- Sensação de areia ou leve ardência
- Lacrimejamento
- Pequena mancha vermelha no local (hemorragia subconjuntival), que desaparece sozinha
- Visão um pouco embaçada
Evite esfregar o olho. Sinais como dor intensa, piora importante da visão ou vermelhidão crescente nos dias seguintes devem ser comunicados imediatamente, pois exigem avaliação.
Por que o acompanhamento é essencial
A maioria das doenças tratadas com injeção intravítrea é crônica. Isso significa que o tratamento costuma envolver várias aplicações ao longo do tempo, com exames de OCT para medir o edema e guiar as decisões. Manter o calendário de aplicações e retornos é o que garante a preservação da visão.
Se você tem indicação de injeção intravítrea ou foi diagnosticado com uma doença da retina, converse com a equipe para entender o plano de tratamento e tirar todas as suas dúvidas.
Perguntas frequentes
A injeção intravítrea dói?+
O procedimento é feito com anestesia local em colírio, e a maioria dos pacientes relata pouco ou nenhum desconforto. Pode haver uma leve sensação de pressão no momento da aplicação e ardência discreta nas horas seguintes.
Quantas injeções intravítreas serão necessárias?+
Depende da doença e da resposta de cada paciente. Muitos tratamentos começam com uma série de aplicações mensais, seguida de doses de manutenção espaçadas conforme a evolução. O oftalmologista define e ajusta o esquema a cada retorno.
É perigoso tomar injeção no olho?+
É um procedimento seguro quando feito em ambiente adequado e com técnica estéril. Complicações graves, como infecção, são raras. Os benefícios de preservar a visão superam amplamente os riscos na maioria dos casos.
Posso voltar às atividades no mesmo dia?+
Em geral, sim, com algumas orientações. A visão pode ficar um pouco embaçada por algumas horas e o olho pode lacrimejar. Evite esfregar o olho e siga as recomendações da equipe.
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Conteúdo revisado pela equipe médica do Hospital da Catarata. Última atualização em 24 de maio de 2026.