Exames

OCT: o exame que enxerga a retina em camadas

A tomografia de coerência óptica (OCT) mostra a retina em detalhes microscópicos. Entenda para que serve, como é feito o exame e quem deve realizá-lo.

Equipe médica do Hospital da Catarata 19 de maio de 2026 2 min de leitura

A tomografia de coerência óptica — conhecida pela sigla OCT — revolucionou o diagnóstico das doenças da retina e do nervo óptico. Ela funciona como um "ultrassom de luz": gera imagens de alta resolução que mostram a retina em camadas, com detalhes que não seriam visíveis em um exame comum de fundo de olho.

O que a OCT mostra

A retina é formada por várias camadas microscópicas. A OCT consegue:

  • Medir a espessura da retina e da mácula, identificando inchaços (edema) e afinamentos
  • Avaliar o nervo óptico e a camada de fibras nervosas, fundamental no glaucoma
  • Detectar líquido, sangue ou alterações estruturais sob a retina

Tudo isso de forma quantitativa, permitindo comparar exames ao longo do tempo e medir a resposta ao tratamento.

Para quais doenças a OCT é importante

Doenças da mácula

  • Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)
  • Edema macular diabético, complicação da retinopatia diabética
  • Membranas e buracos maculares

A OCT é decisiva para indicar e acompanhar tratamentos como a injeção intravítrea, medindo objetivamente a redução do edema a cada aplicação.

Glaucoma

No glaucoma, a OCT mede a camada de fibras nervosas ao redor do nervo óptico, ajudando a detectar a doença precocemente e a monitorar sua progressão antes mesmo de alterações no campo visual.

Como o exame é feito

A OCT é rápida, indolor e não invasiva:

  1. Você apoia o queixo e a testa no aparelho.
  2. Olha para uma luz de fixação.
  3. O equipamento captura as imagens em poucos segundos, sem encostar no olho.

Não há radiação e, na maioria dos casos, não é necessário dilatar a pupila — embora o médico possa solicitar a dilatação em situações específicas para melhorar a qualidade das imagens.

Quem deve fazer OCT

A OCT costuma ser indicada para:

  • Pessoas com diabetes, para rastreio e acompanhamento da retina
  • Pacientes com suspeita ou diagnóstico de glaucoma
  • Quem apresenta queda de visão central, manchas ou distorções
  • Acompanhamento de doenças da mácula e da retina em geral

Um exame que faz diferença no diagnóstico precoce

Muitas doenças oculares são silenciosas no início. A OCT permite enxergar alterações antes que elas comprometam a visão de forma irreversível, tornando o tratamento mais eficaz.

Se o seu oftalmologista indicou uma OCT ou se você tem fatores de risco para doenças da retina e do nervo óptico, agende sua avaliação. Exames de imagem modernos, aliados a uma boa consulta, são a base para proteger a sua visão.

Perguntas frequentes

O exame de OCT dói ou usa radiação?+

Não. A OCT é totalmente indolor, não usa radiação e não encosta no olho. O exame utiliza luz para gerar imagens das camadas da retina, de forma segura e não invasiva.

Preciso dilatar a pupila para fazer OCT?+

Na maioria dos aparelhos modernos não é obrigatório dilatar, mas em alguns casos o médico pode solicitar a dilatação para obter imagens de melhor qualidade. Se a pupila for dilatada, a visão fica embaçada por algumas horas.

Para que serve o exame de OCT?+

A OCT avalia em detalhes a mácula e o nervo óptico. É essencial no diagnóstico e acompanhamento de doenças como degeneração macular, edema macular diabético e glaucoma, além de orientar tratamentos como a injeção intravítrea.

Com que frequência devo repetir a OCT?+

Depende da doença e do tratamento. Em condições crônicas, como glaucoma e doenças da retina, a OCT costuma ser repetida periodicamente para monitorar a evolução e ajustar a conduta. O oftalmologista define o intervalo ideal.

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Conteúdo revisado pela equipe médica do Hospital da Catarata. Última atualização em 27 de maio de 2026.

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