Quem pode fazer a cirurgia de catarata?
Idade, diabetes, pressão alta e outras doenças oculares não impedem por si a cirurgia de catarata. Entenda o que a avaliação pré-operatória define.
A pergunta costuma vir com receio embutido: "será que eu ainda posso?". Na prática, impedimento absoluto é raro. O que existe é preparo — e é para isso que serve a avaliação pré-operatória.
Idade não é critério
Não há idade limite. A cirurgia é feita com anestesia local na maioria dos casos, dura pouco e não exige internação. Isso a torna viável em faixas etárias em que outros procedimentos não seriam.
O que se avalia é a condição clínica e a capacidade de colaborar durante o procedimento e de seguir o pós-operatório — o que muitas vezes se resolve com alguém da família acompanhando.
Doenças comuns que não impedem
- Diabetes. Com controle e avaliação da retina antes. É importante porque pode haver retinopatia diabética associada, e isso muda o planejamento e a expectativa de resultado.
- Hipertensão. Controlada, não impede. Pede-se que esteja compensada no dia.
- Glaucoma. Coexiste com frequência. Cada condição tem seu tratamento, e o planejamento considera as duas.
- Uso de anticoagulante. Não é impedimento automático. A conduta é definida junto com o médico que prescreveu — nunca por conta própria.
O que a avaliação pré-operatória define
Ela não serve só para autorizar. Ela define como operar:
- Se há indicação, considerando o quanto a catarata atrapalha a sua rotina
- Qual lente intraocular faz sentido para o que você precisa enxergar
- As medidas do olho, por biometria ocular, que definem o grau da lente
- O estado da retina, por mapeamento e, quando indicado, OCT
- Condições da córnea e da superfície ocular
- O preparo clínico, conforme as outras doenças
Quando se adia, e por quê
Existem situações em que se prepara antes: infecção ocular ativa, superfície ocular muito comprometida, descompensação clínica importante. Nenhuma delas costuma ser definitiva — são condições a tratar primeiro.
E há o caso oposto, que é mais comum: não há indicação hoje. Catarata inicial que não atrapalha nada pode ser acompanhada. O critério está em quando operar a catarata.
Sobre o resultado esperado
A cirurgia trata a catarata. Se houver outra doença ocular afetando a visão — glaucoma avançado, alteração de retina — o ganho depende também dessas condições. Isso é dito na avaliação, e é o que separa expectativa realista de frustração.
Para entender o procedimento, veja como é feita a cirurgia e os riscos reais. O atendimento acontece nas duas unidades em São Paulo.
Perguntas frequentes
Existe idade limite para operar catarata?+
Não existe idade limite. A cirurgia é feita com anestesia local na maioria dos casos, é rápida e não exige internação, o que a torna viável em idades avançadas. O que se avalia é a condição clínica, não o número da idade.
Quem tem diabetes pode operar?+
Pode, com o diabetes controlado e com avaliação da retina antes. O diabetes exige atenção adicional porque pode haver retinopatia associada, o que muda o planejamento e a expectativa de resultado visual.
E quem tem pressão alta?+
Hipertensão controlada não impede a cirurgia. O que se pede é que esteja compensada no dia, e isso faz parte da avaliação pré-operatória.
Quem tem glaucoma pode operar catarata?+
Pode. As duas condições coexistem com frequência e têm tratamentos próprios. O planejamento considera as duas, e a expectativa de resultado visual leva em conta o dano que o glaucoma já tenha causado.
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Conteúdo revisado pela equipe médica do Hospital da Catarata. Última atualização em 03 de agosto de 2026.