Catarata

Quem pode fazer a cirurgia de catarata?

Idade, diabetes, pressão alta e outras doenças oculares não impedem por si a cirurgia de catarata. Entenda o que a avaliação pré-operatória define.

Equipe médica do Hospital da Catarata 03 de agosto de 2026 2 min de leitura

A pergunta costuma vir com receio embutido: "será que eu ainda posso?". Na prática, impedimento absoluto é raro. O que existe é preparo — e é para isso que serve a avaliação pré-operatória.

Idade não é critério

Não há idade limite. A cirurgia é feita com anestesia local na maioria dos casos, dura pouco e não exige internação. Isso a torna viável em faixas etárias em que outros procedimentos não seriam.

O que se avalia é a condição clínica e a capacidade de colaborar durante o procedimento e de seguir o pós-operatório — o que muitas vezes se resolve com alguém da família acompanhando.

Doenças comuns que não impedem

  • Diabetes. Com controle e avaliação da retina antes. É importante porque pode haver retinopatia diabética associada, e isso muda o planejamento e a expectativa de resultado.
  • Hipertensão. Controlada, não impede. Pede-se que esteja compensada no dia.
  • Glaucoma. Coexiste com frequência. Cada condição tem seu tratamento, e o planejamento considera as duas.
  • Uso de anticoagulante. Não é impedimento automático. A conduta é definida junto com o médico que prescreveu — nunca por conta própria.

O que a avaliação pré-operatória define

Ela não serve só para autorizar. Ela define como operar:

  • Se há indicação, considerando o quanto a catarata atrapalha a sua rotina
  • Qual lente intraocular faz sentido para o que você precisa enxergar
  • As medidas do olho, por biometria ocular, que definem o grau da lente
  • O estado da retina, por mapeamento e, quando indicado, OCT
  • Condições da córnea e da superfície ocular
  • O preparo clínico, conforme as outras doenças

Quando se adia, e por quê

Existem situações em que se prepara antes: infecção ocular ativa, superfície ocular muito comprometida, descompensação clínica importante. Nenhuma delas costuma ser definitiva — são condições a tratar primeiro.

E há o caso oposto, que é mais comum: não há indicação hoje. Catarata inicial que não atrapalha nada pode ser acompanhada. O critério está em quando operar a catarata.

Sobre o resultado esperado

A cirurgia trata a catarata. Se houver outra doença ocular afetando a visão — glaucoma avançado, alteração de retina — o ganho depende também dessas condições. Isso é dito na avaliação, e é o que separa expectativa realista de frustração.

Para entender o procedimento, veja como é feita a cirurgia e os riscos reais. O atendimento acontece nas duas unidades em São Paulo.

Perguntas frequentes

Existe idade limite para operar catarata?+

Não existe idade limite. A cirurgia é feita com anestesia local na maioria dos casos, é rápida e não exige internação, o que a torna viável em idades avançadas. O que se avalia é a condição clínica, não o número da idade.

Quem tem diabetes pode operar?+

Pode, com o diabetes controlado e com avaliação da retina antes. O diabetes exige atenção adicional porque pode haver retinopatia associada, o que muda o planejamento e a expectativa de resultado visual.

E quem tem pressão alta?+

Hipertensão controlada não impede a cirurgia. O que se pede é que esteja compensada no dia, e isso faz parte da avaliação pré-operatória.

Quem tem glaucoma pode operar catarata?+

Pode. As duas condições coexistem com frequência e têm tratamentos próprios. O planejamento considera as duas, e a expectativa de resultado visual leva em conta o dano que o glaucoma já tenha causado.

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Conteúdo revisado pela equipe médica do Hospital da Catarata. Última atualização em 03 de agosto de 2026.

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